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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Os Homens E Seus Hormônios

SAIBA MAIS SOBRE A TESTOSTERONA E QUANDO SUA REPOSIÇÃO PODE SER NECESSÁRIA

Os anos passam e, cada vez mais, os homens sentem os efeitos causados pelo tempo e pelas mudanças ocorridas no corpo.
Aquela disposição e ânimo para atividades físicas, viagens longas e festas já não é mais a mesma.A memória, então, já não funciona como antigamente, muito menos a capacidade de concentração.O "apetite sexual" também parece ter sofrido com o passar dos anos e provoca diversos fatores negativos ao sexo masculino, entre eles o estresse físico e emocional, os conflitos conjugais, a ansiedade e, até mesmo, a depressão.

O GRANDE CULPADO

Antes de saber o motivo de todos esses sintomas, é preciso ir à raiz do problema para descobrir o que os controla.
O funcionamento do corpo humano e suas reações dependem do sistema endócrino, um complexo de glândulas produtoras de hormônios.Entre elas está a hipófise, situada na base do cérebro.Suas dimensões são comparáveis ao tamanho de uma ervilha mas, mesmo assim, é a responsável por estimular a produção de hormônios que provocam a ovulação na mulher e, nos homens, a produção da famosa testosterona, pelos testículos."Ela tem ação em diversas funções fisiológicas, desde as características sexuais secundárias, como a barba, até a massa muscular e o desejo sexual", explica o médico psiquiatra, D°.José Hamilton Vargas, de Florianópolis, SC.
Além disso, também é a encarregada pelo desenvolvimento das características sexuais masculinas, incluindo desde os órgãos sexuais à mudança no timbre de voz, atua igualmente no metabolismo de carboidratos e lipídios, e age ainda na distribuição da gordura corporal, o que o faz responsável por diferenciar até mesmo a silhueta dos homens e das mulheres.

CONSEQUÊNCIAS

Se a produção de testosterona diminui, os efeitos começam a mexer com toda a parte física e psicológica do homem, e é exatamente por isso que merece bastante atenção.Este quadro é conhecido por DAEM ( Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino ) também chamado de hipogonadismo tardio.
Embora mais conhecida popularmente como andropausa, "este termo não é mais utilizado porque, diferentemente da menopausa na mulher, não ocorre uma parada abrupta da produção de hormônios, e sim uma redução gradativa que afeta alguns homens", revela o endocrinologista, D° Geraldo Santana, de Belo Horizonte, MG.
Nessa fase, o homem é marcado por mudanças psicológicas e fisiológicas, como perda de interesse sexual, diminuição da massa óssea, falta de concentração, queda de pelos, aumento de peso, desânimo, cansaço físico e mental, irritabilidade e insônia.Além desses, um sintoma bem comum é o medo de enfrentar desafios, tanto na vida particular, como na profissional."As alterações hormonais são um dos fatores que influenciam o humor, podendo até mesmo ser a causa de um quadro depressivo", conta Santana, que também é diretor do Instituto Mineiro de Endocrinologia.
Uma pesquisa realizada em 2010 pela Sociedade Brasileira de Urologia, em parceria com a Bayer HealthCare Pharmaceuticals, constatou que 20% das pessoas do sexo masculino, acima de 50 anos, sofrem com a queda dos níveis de testosterona, que atinge homens na maturidade.
"Apenas uma pequena parcela deste grupo procura atendimento médico, seja por desconhecimento da possibilidade de tratamento ou por achar que os sintomas são normais para a idade, uma vez que aparecem de forma sutil e com progressão lenta", completa Santana.

A SOLUÇÃO

Diante de um quadro clínico característico, a deficiência androgênica deve ser confirmada por exames laboratoriais, sendo a dosagem da testosterona a mais importante."Confirmado o diagnóstico, exames adicionais serão necessários para avaliação da próstata, composição corporal, densidade óssea, hemograma, função hepática, entre outras", relata o endocrinologista.
O tratamento é feito com reposição da testosterona sendo, atualmente, a via injetável intramuscular a mais utilizada.
Esta reposição é considerada segura e eficaz, com melhora considerável dos sintomas na maioria dos casos, e significativa repercussão na qualidade de vida do paciente.Ele acredita que durante o tratamento é fundamental o acompanhamento médico para controle clínico e laboratorial."Isso permite os ajustes da dose e do intervalo entre as injeções, bem como a avaliação de possíveis efeitos colaterais e complicações."

TIRANDO DÚVIDAS...

1)IDEIAS POLISHOP: Esses sintomas atingem a todos os homens depois dos 40 anos?

R= D°Geraldo Santana: Não.Embora a testosterona comece a diminuir após os 40 anos, há um nível de queda aceitável e proporcional a cada idade.Também ocorre uma pequena diminuição da massa muscular e do vigor sexual, que é aceitável desde que não interfira nas atividades diárias, disposição física e na manutenção de uma vida sexual satisfatória para o casal.

2) O desejo sexual pode ser recuperado com a reposição hormonal?

R=Sim, e é o que geralmente ocorre com o tratamento.Entretanto, é preciso ressaltar que a libido e a sexualidade envolvem uma complexidade de fatores, além da função hormonal.
Estresse físico ou emocional, conflitos conjugais, ansiedade e depressão são situações que podem afetar a libido.

3) Por que há redução da força muscular quando o nível de testosterona está baixo?

R= A testosterona influencia diretamente a nossa capacidade de síntese proteica e formação de massa muscular, proporcionando, assim, melhor desempenho físico.Por isso, os homens possuem uma massa muscular maior que as mulheres.Com a diminuição da testosterona, um dos sintomas é a redução da força muscular devido à perda de massa muscular.

4) Deve ser feito um acompanhamento psicológico?

R= Quando não ocorrer uma melhora satisfatória com a reposição e houver suspeitas de que problemas e conflitos emocionais estejam causando ou agravando os sintomas, deve se considerar a psicoterapia como tratamento coadjuvante.

5) Caso a reposição hormonal não reduza completamente os efeitos, que medida deve ser tomada?

R= Investigar outras causas, sejam elas emocionais ou orgânicas.Diversas doenças podem causar sintomas parecidos com a DAEM, por isso é necessário que o tratamento se inicie quando houver confirmação laboratorial da deficiência e se afastou outras possíveis causas.

Contatos:
D° Geraldo Santana
Endocrinologista
Belo Horizonte/MG
www.endocrinologia.com.br

D° Jose Hamilton Vargas
Médico Psiquiatra
Florianópolis/SC
www.bancodesaude.com.br

FONTE DE MATÉRIA:
Revista Ideias Polishop - Ano IX - N°6 - 2011

Espero que gostem da matéria, especialmente o meu público masculino.
Beijos da Cris

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